Com crescente atenção à cadeia de minerais críticos —como lítio, cobalto e terras raras— corretoras no Brasil começaram a oferecer produtos que permitem exposição a esse setor, inclusive a investidores não qualificados. Especialistas alertam, porém, para a alta volatilidade atrelada a fatores geopolíticos e ao ritmo da transição energética.

Complexo minerário da Anglo American, em Barro Alto (GO)
O debate sobre minerais críticos entrou com força nas agendas públicas e corporativas e despertou também o interesse do mercado financeiro. No Brasil, corretoras passaram a disponibilizar certificados e fundos que permitem aos investidores, mesmo aos não qualificados, aplicar em empresas e fundos ligados à mineração de minerais estratégicos para a transição energética.
A via mais acessível para quem tem patrimônio investido inferior a R$ 1 milhão é a compra de BDRs (Brazilian Depositary Receipts) negociados na B3. Muitos desses BDRs replicam a variação de ETFs americanos especializados em mineração e matérias-primas estratégicas. Entre eles há fundos focados em lítio, baterias, cobre, urânio e terras raras.
Alguns exemplos destacados no mercado são certificados que acompanham fundos da gestora Global X e da VanEck. Nos últimos 12 meses, determinados ETFs ligados a minerais críticos chegaram a valorizar mais de 90% —caso do segmento ligado ao urânio—, enquanto outros registraram ganhos entre 60% e 120%, dependendo do ativo subjacente.
Apesar das altas recentes, especialistas consultados apontam riscos relevantes. “Há um movimento de transição energética que sustenta demanda por esses minerais, mas o setor é muito sensível a tensões geopolíticas e ciclos de preço”, diz Eduardo Cardoso, sócio da gestora Ore Investment. O lítio ilustra essa volatilidade: após picos de valorização, o preço do metal caiu cerca de 90% desde 2022, refletindo em ações e fundos relacionados.
Para quem prefere comprar diretamente, é possível adquirir ETFs americanos por meio de corretoras que oferecem acesso ao mercado dos Estados Unidos (XP, BTG, Inter, Avenue, Itaú e outras). Essa estratégia amplia as opções de fundos, mas expõe o investidor ao risco cambial e às regras fiscais sobre ganhos no exterior.
Além de ETFs e BDRs, há a opção de comprar ações de mineradoras listadas na B3 ou seus certificados. A Vale, por exemplo, valorizou cerca de 46% em 12 meses, mas seu desempenho está mais ligado ao minério de ferro do que a minerais classificados como críticos. Certificados de empresas com atuação em minerais estratégicos —como Sigma Lithium, MP Materials, Albemarle e Rio Tinto— também são negociados no mercado brasileiro e apresentam desempenhos diversos.
O que o investidor local deve considerar
– Volatilidade: preços de minerais podem oscilar fortemente conforme oferta, demanda e eventos geopolíticos.
– Diversificação: ETFs permitem espalhar o risco entre várias empresas do setor.
– Câmbio e tributação: investir nos EUA implica exposição ao dólar e obrigações fiscais no Brasil sobre ganhos.
– Horizonte: esses investimentos costumam ser cíclicos; exigem estratégia de médio a longo prazo e tolerância a perdas no curto prazo.
Quais são os minerais críticos mais procurados
– Terras raras, níquel, lítio, cobalto, nióbio, cobre, manganês e grafite.
Sugestão de foto
Imagem aérea de mina a céu aberto ou caminhões e escavadeiras em operação (crédito similar ao utilizado na reportagem original), com legenda explicando que a expansão do interesse financeiro acompanha a demanda por minerais para energia e tecnologia.
Texto para redes sociais (Twitter/X e Instagram)
Investimento e transição energética: corretoras brasileiras oferecem produtos ligados a lítio, cobalto e outros minerais críticos. Entenda riscos, alternativas (BDRs, ETFs e ações) e o que considerar antes de aplicar. Leia no jornalfloripa.com
SEO (meta title e meta description)
Meta title: Minerais críticos e investimentos: como brasileiros acessam lítio, cobalto e terras raras
Meta description: Corretoras no Brasil lançam produtos que expõem investidores a minerais da transição energética. Veja opções (BDRs, ETFs, ações), riscos e dicas para investidores locais.
Call-to-action sugerida para o site
Quer entender qual opção combina com seu perfil? Consulte um assessor de investimentos ou use a ferramenta de simulação da sua corretora antes de aplicar.
Se quiser, adapto o texto para um formato mais curto (versão mobile), para newsletter ou para o Instagram com carrossel de slides. Também posso incluir variações de título e lead ou adaptar referências para o público de Florianópolis especificamente (ex.: mencionar investidores locais, corretoras da cidade ou contexto econômico de Santa Catarina) — para isso preciso que confirme se há dados locais que podemos citar.


