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Projeto Fazendo a Diferença leva autonomia e tecnologias ambientais ao interior paulista
Iniciativa mobilizou estudantes e moradores de Ilha Solteira, Andradina e região, implantando soluções sustentáveis e fortalecendo vínculos culturais e comunitários

Mobilização social e adoção de tecnologias ambientais foram alguns dos resultados do projeto Fazendo a Diferença, realizado pela Fundação Energia e Saneamento (FES), com patrocínio da CTG Brasil, empresa do grupo China Three Gorges, por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura (Lei Rouanet), do Ministério da Cultura - Governo Federal. Implantada entre julho e dezembro de 2025, a iniciativa promoveu aprendizagem e aplicação de soluções ambientais de baixo custo a partir de três eixos: permacultura, água e energia, em Ilha Solteira e Andradina, no interior paulista. Como novidade, a edição também conta com uma produção visual, disponível para acesso aberto, que permite compreender como se deu o desenvolvimento da iniciativa.

A proposta central foi estimular autonomia, protagonismo e criação coletiva. Para isso, o projeto combinou oficinas teóricas e práticas, construção de tecnologias sociais e um festival de encerramento que celebrou a identidade local.

Um dos impactos mais significativos ocorreu em Andradina, onde as atividades foram realizadas na Escola Técnica Agrícola Rural - ETEC Sebastiana Augusta de Moraes. As oficinas reuniram cerca de 40 participantes por encontro e atraíram estudantes de mais de nove municípios, incluindo Três Lagoas (MS) e cidades do entorno. Apesar de se tratar de uma atuação localizada, o conhecimento adquirido extrapolou o território imediato, uma vez que os estudantes passaram a replicar as práticas em suas famílias e propriedades rurais.

Na ETEC, foi implantado um biodigestor, tecnologia social inédita no escopo do projeto, capaz de transformar resíduos orgânicos em gás de cozinha e biofertilizante para a horta. O equipamento começou a ser alimentado ao final das oficinas e deve operar plenamente em aproximadamente 30 dias, consolidando-se como uma ferramenta pedagógica permanente para a instituição. O engajamento dos estudantes se destacou pela participação ativa nas etapas práticas de construção e implementação da tecnologia.

Intervenção em comunidade ribeirinha

Em Ilha Solteira, as oficinas envolveram moradores da comunidade lindeira ao rio São José dos Dourados. Lá, foi instalada uma Bacia de Evapotranspiração, também conhecida como fossa de bananeira, um sistema de tratamento de esgoto que utiliza plantas para filtrar resíduos. A intervenção beneficiou três residências localizadas acima de um poço comunitário, reduzindo o risco de contaminação.

As oficinas, que reuniram cerca de 14 participantes, também modificaram percepções; os moradores relataram saber que havia um problema, mas desconheciam alternativas acessíveis e imaginavam ser necessária uma obra de grande porte.

Cultura, arte e trocas comunitárias

O encerramento do projeto, realizado em 28 de novembro, transformou Ilha Solteira em ponto de encontro entre estudantes, agricultores, artistas e moradores. O Festival Fazendo a Diferença apresentou quatro atrações artísticas com temática rural, como um grupo de catira, dançarinas de assentamentos, uma escola de dança da cidade e uma dupla de jovens cantores sertanejos. A exibição do vídeo produzido pelo projeto, registrando o processo vivido nas comunidades, foi um dos momentos mais aguardados.

A feira organizada pelos participantes reforçou o caráter multiplicador da iniciativa. Estudantes da ETEC levaram produtos da horta, sementes e itens da cooperativa estudantil, enquanto uma produtora rural de Murutinga do Sul, de 60 anos, montou uma banca com doces, queijos, compotas e artesanato.

O Festival também atraiu novos públicos. Um agricultor que não participou das oficinas procurou a equipe após assistir ao vídeo para saber como implementar tecnologias semelhantes em casa. Grupos culturais de Castilho, município não atendido diretamente, mas de onde vieram estudantes da ETEC, solicitaram espaço para se apresentar.

O projeto deixou aprendizados para futuras edições, como a força de atuar em escolas rurais. A cultura e a arte são elementos que ampliam pertencimento, conexão e motivação. “O projeto mostrou o quanto vale apostar em encontros que celebram o território”, conclui Rita Martins, diretora executiva da FES.

Sobre a Fundação Energia e Saneamento

Instituída em 1998 para preservar, pesquisar e divulgar o patrimônio histórico dos setores que lhe deram origem, a Fundação Energia e Saneamento (FES) iniciou o reposicionamento de suas ações a partir de 2024, visando contribuir, como Organização Social de Cultura (OS) e Instituição de Ciência e Tecnologia (ICT), cada vez mais estrategicamente para a construção de sociedades sustentáveis, a partir da preservação, pesquisa e difusão do patrimônio histórico-cultural dos setores de energia e saneamento; de programas culturais, educativos e socioambientais e da pesquisa e desenvolvimento de soluções inovadoras. A FES possui unidades em sete municípios paulistas: a rede de Museus da Energia de São Paulo, Itu e Salesópolis, as Usinas-Parques (pequenas centrais de geração de energia) em Brotas, Rio Claro e Santa Rita do Passa Quatro e o Edifício do Acervo Histórico em Jundiaí, que abriga um acervo composto de mais de 260 mil fotografias, 10 mil plantas e desenhos técnicos, uma reserva técnica com mais de quatro mil objetos museológicos e 1.600 metros lineares de documentos arquivísticos, além de uma biblioteca especializada em energia com mais de 50 mil volumes.


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