Quadrilha usa vírus para desviar Pix, criptomoedas e boletos de vítimas
Malware controla computadores infectados e altera dados de pagamentos em tempo real
Uma quadrilha especializada em crimes digitais passou a utilizar um vírus de computador capaz de desviar pagamentos via Pix, boletos bancários e criptomoedas. O golpe funciona por meio de um malware que se instala no dispositivo da vítima e altera dados de transferências financeiras sem que o usuário perceba.
Especialistas em segurança digital afirmam que esse tipo de programa malicioso permite aos criminosos controlar remotamente o computador da vítima, monitorando atividades financeiras e modificando informações de pagamento durante transações online.
Como funciona o vírus usado no golpe
O malware identificado por pesquisadores atua como um trojan bancário de acesso remoto (RAT). Depois de infectar o computador ou celular, ele passa a ter acesso ao sistema e pode manipular aplicativos e páginas de pagamento.
Entre as principais ações do vírus estão:
alterar a chave ou QR Code de transferências Pix;
substituir a linha digitável de boletos bancários;
trocar o endereço de carteiras de criptomoedas durante transferências.
Assim, o dinheiro enviado pela vítima acaba sendo direcionado para contas controladas pelos criminosos.
Infecção começa com links ou aplicativos falsos
Na maioria dos casos, o vírus é instalado após a vítima clicar em links maliciosos, anúncios falsos ou e-mails fraudulentos. Esses conteúdos levam a páginas que simulam sites legítimos ou oferecem downloads aparentemente confiáveis.
Depois que o arquivo é executado, o malware pede permissões administrativas no sistema e passa a controlar o dispositivo da vítima.
Golpes digitais crescem com popularização do Pix
O aumento das fraudes digitais está ligado ao crescimento do uso do Pix no Brasil, sistema de pagamentos instantâneos criado pelo Banco Central que permite transferências 24 horas por dia.
Com o avanço dessas ameaças, especialistas recomendam algumas medidas de segurança:
baixar aplicativos apenas de lojas oficiais;
evitar clicar em links enviados por desconhecidos;
conferir dados de pagamento antes de concluir transferências;
manter antivírus e sistema operacional atualizados.
Autoridades e empresas de segurança digital alertam que novos malwares estão cada vez mais sofisticados e capazes de realizar fraudes automaticamente, aumentando os prejuízos para vítimas e instituições financeiras.
