Vídeos que mostram a rotina do cão comunitário Orelha passaram a circular nas redes sociais após o caso de maus-tratos que resultou na morte do animal, em Florianópolis. As imagens evidenciam o cotidiano tranquilo do cachorro antes do episódio de violência ocorrido na Praia Brava, no Norte da Ilha.
O animal foi agredido a pauladas e, devido à gravidade dos ferimentos, precisou passar por eutanásia no dia 15 de janeiro. A principal linha de investigação da Polícia Civil aponta que adolescentes são suspeitos de cometer o crime.
Nas gravações, Orelha aparece caminhando pela faixa de areia, descansando em abrigos improvisados pela comunidade e interagindo com moradores e frequentadores da praia. As imagens ganharam repercussão nacional e reforçaram o vínculo do animal com a comunidade local.
A violência contra o cachorro ocorreu na Praia Brava. Na manhã desta segunda-feira (26), a Polícia Civil cumpriu mandados de busca e apreensão em residências de adolescentes e adultos suspeitos de envolvimento no caso, com o objetivo de reunir novas provas para a investigação.
Um dos vídeos mais compartilhados traz uma legenda pedindo responsabilização dos autores. “Justiça não é ódio. Justiça é responsabilização; justiça é mostrar que a violência contra os indefesos não será ignorada”, diz o texto da publicação. O conteúdo soma cerca de 26 mil curtidas e integra uma série de postagens de um perfil criado exclusivamente para divulgar informações sobre o caso de Orelha.
O que se sabe sobre a investigação
Desde os primeiros relatos, moradores apontaram que os suspeitos seriam adolescentes. Uma mulher chegou a relatar nas redes sociais que a agressão teria sido registrada em vídeo por um vigia, que supostamente teria sido coagido a não divulgar as imagens.
A suspeita de envolvimento de quatro adolescentes foi confirmada publicamente pelo delegado-geral da Polícia Civil de Santa Catarina, Ulisses Gabriel, que afirmou que o caso segue em apuração.
— Teriam sido adolescentes que teriam agredido com pauladas esse cachorrinho. Eles serão levados à Justiça — declarou o delegado-geral.
Quem era o cão Orelha
Conhecido também como Preto, Orelha vivia há mais de dez anos na região da Praia Brava. Segundo moradores, o cachorro era cuidado de forma coletiva por residentes, pescadores e comerciantes locais, tornando-se uma figura presente no cotidiano do bairro.
O caso segue sendo acompanhado pela Polícia Civil e pelo Ministério Público de Santa Catarina.


