O guia definitivo para usar filtro solar do jeito certo neste verão

Aprenda a calcular o tempo de proteção e evite o envelhecimento precoce da pele

Apesar de essencial, o uso do filtro solar ainda é cercado por mitos que colocam a saúde da pele em risco. Muitos acreditam que uma única aplicação ao chegar à praia é o suficiente, ou que peles mais escuras dispensam proteção. No entanto, a ciência por trás do produto revela que o erro está nos detalhes.

Para evitar queimaduras, a reaplicação do filtro solar deve ser feita a cada 2 horas ou imediatamente após nadar, suar excessivamente ou secar-se com a toalha, mesmo que o produto seja rotulado como resistente à água.

Segundo Liege Priscila Sledz Reinert, Coordenadora do Curso de Farmácia da Faculdade Anhanguera, a eficácia depende da absorção prévia (15 a 30 minutos antes do sol) e do uso de um FPS mínimo de 30 para cobrir todas as áreas expostas.
Mas você sabia que até os protetores mais caros falham se você ignorar uma regra básica de quantidade? Veja como não errar na dose.

De quanto em quanto tempo devo reaplicar o protetor solar?
A reaplicação é o pilar mais negligenciado do cuidado com a pele. Em situações de alta exposição, como em praias e piscinas, o produto perde sua eficácia devido à oxidação e ao contato com elementos externos.

Para garantir que sua pele permaneça protegida, siga estas diretrizes:

Regra das 2 horas: Este é o tempo máximo de vida útil da barreira protetora na pele sob sol intenso.
Pós-mergulho: Mesmo produtos “Water Resistant” perdem densidade na água. Reaplique sempre que sair do mar ou piscina.
Atrito com a toalha: Ao se secar, você remove mecanicamente boa parte do produto. A reposição deve ser imediata.
Como escolher o filtro solar ideal para o seu tipo de pele?
A docente explica que a escolha do filtro solar deve ser baseada no seu fototipo e na intensidade da radiação. Peles sensíveis ou muito claras exigem um FPS mais elevado, enquanto para a maioria das pessoas o FPS 30 é o ponto de partida recomendado.

Além disso, a especialista alerta para áreas frequentemente esquecidas que sofrem com queimaduras graves:

Orelhas e nuca;
Dorso das mãos e pés;
Rosto e pescoço.
Protetor solar à prova d’água realmente funciona sozinho?
Um dos maiores perigos para os banhistas é a falsa sensação de segurança dos rótulos.

— Vale sempre ler as orientações de uso, mas um exemplo da necessidade de reaplicação é que até os protetores solares à prova d’água também necessitam deste cuidado — destaca Liege Reinert.

A aplicação correta exige uma quantidade generosa. Não economize: para que o FPS prometido no rótulo seja atingido, a camada de produto deve ser uniforme e visível antes de ser totalmente espalhada.

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