Veículos de vários países citaram a tentativa de adulteração da tornozeleira eletrônica e o risco de fuga às vésperas do possível início do cumprimento da pena
Veículos internacionais como o Le Monde e o The Guardian repercutiram a prisão de Bolsonaro neste sábado (22)Foto: Reprodução/ND Mais; Valter Campanato/Agência Brasil
A prisão de Bolsonaro (PL), neste sábado (22), repercutiu na imprensa internacional. Veículos dos Estados Unidos, da Europa e da América Latina destacaram a tentativa de adulteração da tornozeleira eletrônica e o risco de fuga identificado às vésperas do possível início do cumprimento da pena de 27 anos.
O Washington Post, por exemplo, noticiou que Bolsonaro “foi preso em meio a temores de distúrbios públicos”.
O jornal escreveu que “o ex-presidente foi detido preventivamente (…) dias antes de começar a cumprir sua pena (…) por tentativa de golpe militar para se manter no poder após a derrota nas eleições de 2022, um plano que incluía o assassinato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o homem que o derrotou”.
No Reino Unido, o The Guardian informou que Bolsonaro foi detido “sob suspeita de tentativa de fuga”, e ressaltou que a Justiça brasileira avaliou que ele poderia descumprir as condições de monitoramento impostas. O francês Le Monde adotou a mesma linha e afirmou que Bolsonaro foi levado “devido ao risco de fuga”.
O veículo também mencionou os problemas de saúde do político. Já o jornal espanhol El País relatou que “a Polícia detém o ex-presidente do Brasil Jair Bolsonaro após meses de prisão domiciliar”, acrescentando que a detenção ocorreu depois de ele ter supostamente adulterado a tornozeleira eletrônica.
Na Argentina, o Clarín publicou que “Bolsonaro foi enviado à prisão para cumprir sua condenação de 27 anos”. A Al Jazeera destacou a proximidade do início da pena e citou o argumento do ministro Alexandre de Moraes de que havia a possibilidade de Bolsonaro se refugiar em embaixadas para solicitar asilo político.
Em nota, os advogados do ex-presidente afirmam que a ordem de prisão de Bolsonaro foi baseada “em uma vigília de orações”. Eles contestam os argumentos que apontam risco de fugaFoto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil“O ministro do Supremo Tribunal Federal também mencionou outros réus no caso do golpe e aliados políticos do ex-presidente que deixaram o Brasil para evitar a prisão”, concluiu o veículo. A prisão de Bolsonaro é preventiva e foi ordenada na manhã deste sábado pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF.
*Com informações do Estadão Conteúdo.


